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Ginecologista alerta para vacinação contra o HPV e cuidados na saúde da mulher desde a puberdade

No Amazonas, são estimados, em 2024, 610 casos da doença. Uma das prevenções contra este vilão está na vacinação contra o HPV (papilomavírus humano). 

02/07/2024 às 10h52
Por: Redação Fonte: Luana Dávila/ Jornalista e Assessora de Imprensa
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Cuidar da saúde ginecológica desde a puberdade, pode impactar diretamente na qualidade de vida de muitas mulheres. O câncer de colo de útero é o segundo mais incidente entre as mulheres na Região Norte, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). No Amazonas, são estimados, em 2024, 610 casos da doença. Uma das prevenções contra este vilão está na vacinação contra o HPV (papilomavírus humano). 

A ginecologista Mariana Telles explica que a principal forma de prevenção primária contra o HPV está na vacinação, associada ao uso de preservativos nas relações sexuais. Ela orienta que a mulher vá à consulta com o especialista desde a menarca, que é a primeira menstruação. 

“Pode ir antes disso, no caso de algum sintoma relacionado à puberdade precoce, como uma secreção anormal, por exemplo. O importante é que esse acompanhamento ginecológico seja feito desde o primeiro ciclo menstrual. Na consulta, conversamos sobre os sinais do corpo neste período. Cólica e cansaço geralmente estão presentes. Também falamos sobre a reposição de vitaminas, realização de exames de rotina. É uma consulta abrangente”, disse a médica.

Vacinação

 A vacina presente na rede pública é a HPV quadrivalente. O imunizante protege contra os tipos virais de HPV 6, 11, 16 e 18. A vacina da rede particular é a HPV novavalente (Gardasil 9), que protege contra mais outros cinco subgrupos com potencial de causar câncer, que são 31, 33, 45, 52 e 58. 

 “A mulher pode ser vacinada em qualquer fase de sua vida: a partir dos 9 anos de idade, até a fase adulta, 45 anos. O ideal é que a mulher seja vacinada antes da vida sexual ativa. Isso reflete nas campanhas de vacinação abrangerem faixas etárias de 9 anos a 14 anos, que é a fase da puberdade”, orienta Mariana.

Vale lembrar que o Amazonas foi o primeiro estado do país a aplicar a vacinação contra o HPV, em 2013. Em 2014, a vacina HPV quadrivalente foi incorporada no Calendário Nacional de Vacinações do Brasil.
A prevenção primária, por intermédio da vacinação contra o HPV é, portanto, essencial para a prevenção dos cânceres relacionados a esse vírus e outras doenças associadas. Além da vacinação, o tratamento primário consiste na realização do exame preventivo, Papanicolau.

“O vírus, ao ser detectado, pode ser expelido pelo corpo, principalmente em mulheres abaixo de 30 anos, ou pode gerar uma lesão. Se o HPV gera uma lesão de baixo grau, ela regride por si só. Se for uma lesão de alto grau, tem que ser feita uma cirurgia no colo do útero. Importante que essa mulher tenha uma qualidade de vida saudável, uma boa alimentação e prática de exercícios físicos. É necessário manter uma boa imunidade para que o vírus não replique ”, alerta a médica.

Sexualidade na adolescência

Mariana Telles explica que falar sobre sexualidade na adolescência requer cuidado. É a fase do desenvolvimento humano em que os adolescentes experimentam e exploram as sensações sexuais. 

“É um assunto delicado de se falar. Antes do tema ser abordado, é necessário que o especialista entenda o que a adolescente sente. A adolescente precisa passar pelos exames ginecológicos, conhecer as transformações pelas quais o seu corpo está passando, para depois conhecer o é que é sexualidade. Esse assunto não é tratado na primeira consulta, mas sim em consultas posteriores”, pontuou. 

Telles também lembra que a confiança entre o médico e o paciente são fundamentais para falar abertamente sobre sexualidade. “Quando essa confiança é conquistada, naturalmente essa paciente já começa a questionar e falar sobre alguns sintomas relacionados à sexualidade. É uma coisa que flui naturalmente, mas tem que sempre avaliar a identidade dessa pessoa, a orientação sexual. Hoje em dia, a gente vê que é muito mais complexo. Temos aí o público LGBTQIA +”, disse. 

A especialista também destaca que os contraceptivos mais usados são os anticoncepcionais em pílula e injetáveis, pelo fácil acesso na rede pública e nas farmácias particulares. “Alguns contraceptivos podem ser adquiridos sem indicação médica, mas o indicado é que haja essa orientação”, concluiu.

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